'what is in a name? That which we call a rose, by any other name should smell as sweet.'
Shakespeare, «Romeo and Juliet»
É no mínimo interessante observar e fazer um inventário dos nomes com que 'coroamos' quem, no passado, presente ou futuro, associamos a esse algo tão abstrato que chamamos Amor. Há para todos os gostos:
- os reservados ou emproados que tratam o seu amor pelo apelido, por'você', 'rico' ou 'querido'
- os cliché 'amor', 'coração', 'querido'
- os sentimentalmente intensos 'paixão','lindo'
- os ardentes 'cachorrão','boa','gaja','tesão' e outros nomes que são considerados atentados contra o pudor público e ofensas graves num contexto generalizado, mas que para alguns em momentos piri-piri são o suficiente para excitantes tremedores físicos.
- os românticos'fofo','bébé','fofucha','chuchu','princesa','pinky', 'pequenina'...
-os românticos disfarçados 'melga','cromo','gajo'...
São, enfim, títulos que toda a gente já ouviu e disse pelo menos uma vez, inclusivé moi même. Mas o que mais me impressionou foi, quando numa altura remota dei numa de Norah Jones com 'what am I to You?' e me saiu de resposta um termo muito técnico e quase tão abstrato quanto o dito sentimento: amálgama. Sorri e nada disse. Fiquei sem palavras.E creiam-me, ficar sem palavras é coisa dificil na minha pessoa.
Mas...amalgama...que se pode dizer perante 'amalgama'?!...
Bom dia de São Valentim para todos os amalgamas por aí, para os narcisista, e para os simplesmente e unicamente apaixonados pela Vida como LargerthanLife.
All we need is love!
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