António Gedeão, pseudónimo de Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, nasceu a 24 de Novembro de 1906, em Lisboa. Licenciado em Ciências Físico-Químicas pela Universidade do Porto em 1931, Rómulo de Carvalho foi professor, pedagogo e autor de manuais escolares, historiador da ciência e da educação, divulgador científico. E apesar de só aos 50 anos ter decidido publicar o seu primeiro livro de poesia tornou-se uma das mais marcantes figuras de referência da literatura lusófona do século XX.
Entre 1946 e 1974, Rómulo foi um dos directores da Gazeta de Física, órgão da Sociedade Portuguesa de Física.
Em 1952, iniciou a publicação de uma colecção de livros de divulgação com histórias descoberta de importantes instrumentos científicos. A História do Telefone foi o primeiro título desta colecção.
Em 1956 publicou, com o pseudónimo de António Gedeão, o seu primeiro livro de poesia, Movimento Perpétuo, seguido de outros como: Teatro do Mundo, em 1958 e Máquina do Fogo, em 1961. Em 1963 publicou a peça de teatro RTX 78/24. Enquanto escritor revelava um certo cepticismo e ironia, enquanto historiador, relacionava com frequência a actividade científica desenvolvida em Portugal com a actividade pedagógico/didáctica, pelo que em 1986 publicou a História do Ensino em Portugal, obra de referência no estudo do sistema educativo português.
Em 1964, escreveu "Poema para Galileo" para comemorar o 4º Centenário do nascimento de Galileo Galilei (traduzido para língua italiana por Roberto Barchiesi, e publicado, em edição bilingue, pelo Istituto Italiano di Cultura). Este poema e outros dos seus textos poéticos foram aproveitados para músicas de intervenção. "Pedra Filosofal", cantado por Manuel Freire ou a "Lágrima de Preta" são exemplos marcantes que sofreram uma expansão até aos dias de hoje.
Entre 1946 e 1974, Rómulo foi um dos directores da Gazeta de Física, órgão da Sociedade Portuguesa de Física.
Em 1952, iniciou a publicação de uma colecção de livros de divulgação com histórias descoberta de importantes instrumentos científicos. A História do Telefone foi o primeiro título desta colecção.
Em 1956 publicou, com o pseudónimo de António Gedeão, o seu primeiro livro de poesia, Movimento Perpétuo, seguido de outros como: Teatro do Mundo, em 1958 e Máquina do Fogo, em 1961. Em 1963 publicou a peça de teatro RTX 78/24. Enquanto escritor revelava um certo cepticismo e ironia, enquanto historiador, relacionava com frequência a actividade científica desenvolvida em Portugal com a actividade pedagógico/didáctica, pelo que em 1986 publicou a História do Ensino em Portugal, obra de referência no estudo do sistema educativo português.
Em 1964, escreveu "Poema para Galileo" para comemorar o 4º Centenário do nascimento de Galileo Galilei (traduzido para língua italiana por Roberto Barchiesi, e publicado, em edição bilingue, pelo Istituto Italiano di Cultura). Este poema e outros dos seus textos poéticos foram aproveitados para músicas de intervenção. "Pedra Filosofal", cantado por Manuel Freire ou a "Lágrima de Preta" são exemplos marcantes que sofreram uma expansão até aos dias de hoje.
A 10 de junho de 1987 foi nomeado, pelo Presidente da República, Grande Oficial da Instrução Pública. Em 1990 foi nomeado Director do Museu Maynense, da Academia de Ciências de Lisboa. A 8 de Junho de 1995, a nossa Universidade de Évora conferiu a Rómulo de Carvalho o grau de Doutor 'Honoris Causa'. Em 1996, com o patrocínio do Ministério da Ciência e da Tecnologia e com a participação de muitos organismos, poucos meses após ter celebrado o seu 90º aniversário, foi-lhe feita uma Homenagem Nacional. A 15 de Novembro de 1996, foi atribuída a Rómulo de Carvalho a Medalha de Prata da Universidade Nova de Lisboa.
A 17 de Dezembro de 1996, o Presidente da República atribuiu-lhe a Grã Cruz da Ordem de Mérito de Santiago da Espada. A 18 de Dezembro de 1996, foi-lhe atribuída, pelo Ministro da Cultura, a Medalha de Mérito Cultural, na Fundação Calouste Gulbenkian.Faleceu em 19 de Fevereiro de 1997 na cidade de Lisboa. A sua morte deixa-nos um legado para o futuro, numa sociedade cada vez mais global, onde a união entre Ciências e Humanidades se torna cada vez mais uma necessidade.
A 17 de Dezembro de 1996, o Presidente da República atribuiu-lhe a Grã Cruz da Ordem de Mérito de Santiago da Espada. A 18 de Dezembro de 1996, foi-lhe atribuída, pelo Ministro da Cultura, a Medalha de Mérito Cultural, na Fundação Calouste Gulbenkian.Faleceu em 19 de Fevereiro de 1997 na cidade de Lisboa. A sua morte deixa-nos um legado para o futuro, numa sociedade cada vez mais global, onde a união entre Ciências e Humanidades se torna cada vez mais uma necessidade.